sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Palestra Motivacional no 18º BPM

LIDERANÇA MOTIVACIONAL NA POLÍCIA MILITAR. UMA NECESSIDADE DOS NOVOS TEMPOS


Este é o título do meu mais novo artigo e tema da palestra ministrada no 18º BPM em Brusque, aos policiais em reunião mensal.


O POLICIAL MILITAR É UM LÍDER POR NATUREZA



C    Conhecer sua profissão e procurar o auto conhecimento, deve ser a meta de todo Policial, independente de posto ou graduação. Valorizando-se e tornando-se capaz de atuar como um bom líder, que transmite, planeja, orienta, observa, aconselha e também aprende com o liderado. 

Porque entramos na polícia militar?

Por que almejamos uma sociedade mais justa?
Por que era um sonho de carreira?
Por que é uma carreira estável?
Devemos acordar motivados e por a farda com alegria...
Trabalhar com entusiasmo (a motivação deve ser interior e
não esperar de alguém)...
Acreditar em algo, ter propósito...
Ser justo. Corpo e mente fechados para o que for errado...

O QUE FAZEMOS NA VIDA ECOA NA ETERNIDADE

* DEVEMOS A CADA DIA QUE DE SERVIÇO, PENSAR NO
QUE QUEREMOS PARA NOSSA VIDA, PARA NOSSA
FAMÍLIA.
ž* MUITO DO NOSSO FUTURO DEPENDE DE NÓS.  DA
SEGURANÇA QUE PRESTAMOS.
ž* DE COMO AGIMOS EM NOSSOS SETORES.
ž* DO QUÃO PREOCUPADOS ESTAMOS COM O QUE ESTÁ ACONTECENDO AO NOSSO REDOR.
* žDE COMO ESTAMOS TRATANDO NOSSOS AMIGOS.
ž* DO TRATAMENTO QUE DAMOS AO EFETIVO.

SOMOS HERÓIS!

žQuando assumimos o serviço...somos heróis!!

žQuando atendemos o telefone...somos heróis!!

žQuando deslocamos para a ocorrência...somos heróis!!

žQuando damos uma orientação...somos heróis!!




Obrigado a todos os meus amigos que confiam no meu trabalho e a minha querida esposa que é meu porto seguro!!



3º Sgt Panca





sábado, 5 de novembro de 2011

UNIÃO ENTRE AS CLASSES NA POLÍCIA MILITAR

Escrito em Setembro de 2011


UNIÃO ENTRE AS CLASSES NA POLÍCIA MILITAR, UTOPIA OU UMA REALIZAÇÃO POSSÍVEL



Marciano Lucio Panca [1]



RESUMO

Este artigo tem por objetivo, lançar um olhar clínico na corporação para diagnosticar um problema real que, com certeza, é o principal motivo do desinteresse pelo serviço atualmente entre os policiais. A PMSC está passando por momentos de turbulência por diversos motivos, divergências em atribuições constitucionais, críticas da imprensa, enfim, sejam eles quais forem sempre existirão. O que pode ser feito é diminuir sua incidência. Já está mais do que na hora de voltar os olhos para o interior da instituição e analisar os acontecimentos. Algo não está certo. Seguindo os ensinamentos de Padre Leo e da natureza, surge uma nova forma de pensar Polícia Militar e viver como uma grande e unida família.
Palavras chave: Família, Polícia Militar, oficiais, praças, união.

INTRODUÇÃO

Padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira, sacerdote dehoniano, faleceu aos 45 anos no dia 04 de janeiro de 2007, no Hospital das Clínicas, em São Paulo. A causa mortis foi falência múltipla de órgãos, decorrente de linfoma de Burkit.
Grandioso em suas palestras nos trouxe lições de vida que podem ser seguidas em todas as instituições, sejam elas, empresas públicas ou privadas ou a “instituição” família. No dia 08 de setembro de 2002 em um acampamento na comunidade Canção Nova, Padre Leo ministra uma palestra cujo titulo é: “COMO BAMBUS NO GETSEMANI”.
Com sua imensa sabedoria e humildade, Padre Leo revela exemplos que estão na natureza, à disposição de todos, no artigo em questão, o bambuzeiro, para o crescimento espiritual e sem dúvida institucional, como bem nos diz Morim (1999, p. 34) apud Junior, Aldo Antônio dos Santos “A HIBRIDIZAÇÃO ORGANIZACIONAL DAS POLÍCIAS DO BRASIL (2011) que “[...] é preciso reformar as instituições, mas sem reformarmos os espíritos, a reforma não serve para nada [...]”.
Também o Professor Mendes, Jerônimo em seu artigo “FELIZ DA ORGANIZAÇÃO QUE APRENDE” (2010) bem nos ensina: O “mito do grande homem” já não existe mais. Quem se fez por si mesmo e, a despeito de todas as dificuldades, contornou os obstáculos e construiu um império sozinho, não consegue mais sustentá-lo sem amealhar pessoas inteligentes, dedicadas e altamente comprometidas ao seu redor. Não basta mais ter uma única cabeça pensando e aprendendo pela empresa (instituição), ou seja, não é mais possível esperar as decisões do comandante e fazer com que todos os outros sigam as ordens do “estrategista principal”. Homens de base pensantes e motivados fazem a diferença.

POLÍCIA MILITAR, SEGUNDA FAMÍLIA

A Polícia Militar é a segunda família e o quartel a segunda casa do militar que nela exerce sua função de agente responsável da aplicação da lei, é o que aprendemos desde o ingresso nas fileiras desta.
É uma instituição forte, como uma família e como família deveria estar vivendo. Existe um ditado que diz: “Família que cresce unida, permanece unida”. Se à família polícia militar trabalhar unida, pensar unida, crescer unida permanecerá pra sempre.
Infelizmente existe uma divisão nesta família. A classe dos Oficiais e a classe das Praças. Duas forças diametralmente opostas, cada qual lutando por suas causas, as quais deveriam ser por um objetivo único: a força pública militar em prol da sociedade.
Conforme Padre Léo em sua palestra “como bambus no Getsemani” (2002), faremos uma comparação da família Polícia Militar com a natureza, a família do bambuzeiro.
O bambu nasce no meio de uma touça (família) e leva anos para começar sua ascensão, seu crescimento, antes, ele cria suas raízes bem profundas e emaranhadas nas raízes de seus irmãos. Forma então uma base firme, para poder iniciar a subida, o crescimento. A polícia militar a mais de um século criou suas raízes, só faltou uma coisa; que estas estivessem abraçadas entre seus irmãos, oficiais e praças.
O bambu não nasce em touças separadas, um pouco pra cada lado. Ele não teria força. Sua força está na união da família, nas raízes profundas e abraçadas. A força da polícia militar está na união de oficiais e praças lutando por um objetivo comum.
O bambu inicia seu crescimento dentro da sua “família”, mesmos os da ponta, estão inseridos nesta, pois, suas raízes estão entrelaçadas para não deixá-lo sozinho. Quando chega a uma pequena altura, ele forma um nó que servirá como um anel de força para continuar a jornada. Os nós é que dão a resistência para que o bambu não rache, não quebre e quanto mais velho (antigo), mais os nós da base ficam juntos, quer dizer, mais força para o crescimento e sustentação para as fases difíceis.
Comparo os nós do bambu com os postos e graduações. Se pensar à PMSC como uma família unida, a base da corporação é que da sustentação para o serviço, para a instituição, para o “marketing”. Todos nós sabemos que nosso serviço é 90% prevenção e repressão para restaurar a ordem e quem faz 80% desse serviço é a base.
Do soldado ao subtenente os nós estão bem próximos. Eles se distanciam um pouco ao chegar nos oficiais subalternos, mas, a medida que o crescimento chega do capitão até o ultimo posto que é o coronel, estes nós estão bem longe um do outro.
Mas isso não significa fraqueza ou divisão, significa: UNIÃO, todos os nós em um só bambu. Desta forma ele se sustenta. Como uma “família” unida, a touça, e com os nós lhe dando resistência, unidos, ele suporta as tempestades, as adversidades, as intempéries da natureza.
Na hora do vento mais forte, ele se curva, seu topo vai até envergar próximo ao chão, mas, por causa de suas raízes fortes, de seus nós resistentes, “motivados”, ele não quebra, resiste, e, ao passar a tormenta ele se ergue novamente grandioso.
Professor Mendes, Jerônimo em seu artigo, ascensão e queda de Napoleão (2011) nos transmite esta mensagem: “quando viram que depois da vitória havia sempre outra guerra, o desânimo tomou conta do ser humano por trás do soldado. Descobriu-se que o seu egoísmo era mortífero (de Napoleão) para cada geração que nascia. A deserção foi geral. E assim Napoleão estreitou, empobreceu e absorveu o poder exilado em sua própria ambição, a milhares de quilômetros da França que tanto amou”.
Como o Grande exército do General Napoleão enfraqueceu, nossa grande instituição enfraquece dia a dia em que a distância entre os nós do bambu aumenta, isto é, enquanto oficiais e praças continuarem tão distantes, todos perderão de alguma forma, inclusive a comunidade.
O bambu não cria galhos para não atrapalhar seu crescimento dentro de sua touça bem unida. Pequenos ramos com folhas apenas para seu aquecimento. O bambu não fica enrolado ao seu “irmão” dependendo dele pra crescer ou a outra touça, eles não devem nada a ninguém porque um cuida do outro para crescerem juntos.
No final de seu artigo “Ascensão e queda de Napoleão” (2011), Professor Mendes, diz: “Toda experiência, individual ou coletiva, que tenha um objetivo baseado apenas no seu interesse particular, fracassará; você só pode mobilizar as massas (a equipe, o efetivo) se o interesse for mútuo”.
A Polícia Militar, grande e majestosa corporação, pode com certeza seguir este caminho. Raízes fortes já têm. Se esquecerem as diferenças entre as classes, lutar por interesses mútuos, unir forças como uma verdadeira família policial militar, motivando as bases, formando esses nós que dão resistência, não criando galhos que atrapalhem o crescimento, será sim, uma força pública de excelência com ciclo completo e com total aprovação dos colaboradores, da comunidade e do governo.




CONCLUSÃO

A vida de um cidadão “comum” muda radicalmente quando ele entra nas fileiras da corporação.  Sua rotina, seu circulo de amizade e suas aspirações se transformam. Esta transformação começa a ficar dolorosa quando um bom policial, o qual era um bom “cidadão comum” começa a sofrer a tormentas da desunião da família Polícia Militar.
No mundo atual parece não haver espaço para a realização de projetos coletivos... Tudo tem que ser individual: Eu tenho que conseguir um aumento de salário. Eu tenho que ser feliz. Eu preciso ter uma vida melhor... E o resto do mundo? Parece que as pessoas não sabem mais qual o significado da palavra União. Não sabem a força que possui um grupo de pessoas unidas por um objetivo comum (Coutinho - ----).
Os objetivos das classes dos oficiais e praças da Polícia Militar devem ser comuns. O mesmo horizonte deve ser almejado e o mesmo norte deve ser o caminho.
Quando procuramos lutar atrás de interesses individuais dificilmente obtemos êxito (e mesmo que obtenhamos, não teremos com quem comemorar o “sucesso”). As doutrinas individualistas trazem objetivos e conseqüências incongruentes: Ao mesmo tempo que incentivam o espírito de competição, que deveria gerar o crescimento, progresso e o desenvolvimento do nosso padrão de vida,  acabam acarretando desunião, intriga e, em conseqüência, o menosprezo e a discriminação por parte do vencedor em relação àqueles que não atingiram o mesmo nível daquele (Coutinho, 2008).
O foco da Polícia Militar deve ser a integração entre as classes que a compõem. Cabe com certeza aos oficiais, principalmente comandantes, primarem por esta integração.
Numa época de lutas por melhores salários, por equiparação, por ciclo completo e por plano de carreira não se ouve falar de aproximação de classes. Isto não quer dizer quebra da hierarquia ou da disciplina, estas são os pilares fundamentais que fazem à Polícia Militar ser tão respeitada ainda, isso quer dizer tratamento justo e igual entre policiais.
Perante a comunidade, maior cliente da PM, todos os policiais são iguais, independente de posto ou graduação, ela quer apenas ser bem atendida. As benesses das conquistas devem ser para todos os policiais militares e não para uma classe específica, a qual tem a mesma atribuição constitucional que a outra.
Os homens de base, assim que sentirem que fazem parte do sistema e que não estão “a deriva”, estarão dispostos a enfrentar as mais insuportáveis “tormentas” que assolarem a instituição. Pois, conforme nos conclui (Padre Leo), se a touça (instituição) estiver unida, com raízes fortes e entrelaçadas entre seus “irmãos” (oficiais e praças) e os nós (postos e graduações) mais próximos, tornarão a família polícia militar resistente.  




REFERÊNCIAS

Padre Pereira, L. T. G. Palestra Como Bambus No Getsemani (2002), transmitida ao vivo pela TV Canção Nova.

Junior, A. A. dos S. A Hibridização Organizacional Das Polícias Do Brasil (2011). Disponível em: < http://www.univali.br/modules/system/stdreq.aspx?P=3661&VID=default&SID=498393785050598&S=1&A=close&C=30570>. Acesso em: 21 out. 2011.

Professor Mendes J. Feliz da Organização Que Aprende (2010). Disponível em: http://www.jeronimos.com.br/index.php/artigos/pensamento-empreendedor/148-organizacao-que-aprende Acesso em: 15/09/2011.

Professor Mendes, J. Ascensão E Queda De Napoleão (2011). Disponível em: http://www.jeronimomendes.com.br/index.php/artigos/pensamento-corporativo/441-ascencao-e-queda-de-napoleao Acesso em: 15/09/2001.

Coutinho, N. C. A. Uma Palavra Chamada União. Disponível em:  http://niltoncarloscoutinho.vilabol.uol.com.br/uniao.html. Acesso em: 15/09/2011.

UNION BETWEEN CLASSES IN THE MILITARY POLICE, UTOPIA OR A POSSIBLE REALIZATION

ABSTRACT
This article aims to launch a clinical look at the corporation to diagnose a real problem, of course, is the main reason for the disinterest in the service currently in the police. The PMSC is going through turbulent times for various reasons, differences in constitutional duties, media criticism, in short, whatever they are, there will always be what can be done is to reduce its incidence. It is high time that we turn our eyes to the inside of the institution and analyze events. Something is not right. Following the teachings of Father Leo and nature, a new way of thinking and living the military police as a large and united family.
Keywords: Family, Military Police, Bamboo, officers, courts, union.

UNIÓN ENTRE LAS CLASES EN LA POLICIA MILITAR, UTOPÍA O UNA POSIBLE REALIZACIÓN

RESUMEN
En este artículo se pretende lanzar una mirada clínica en la corporación para el diagnóstico de un problema real, por supuesto, es la principal razón para la falta de interés en el servicio actualmente en la policía. La EMSP está pasando por tiempos difíciles, por diversas razones, las diferencias de los derechos constitucionales, la crítica de los medios de comunicación, en definitiva, cualesquiera que sean, siempre habrá lo que se puede hacer es reducir su incidencia. Ya es hora de que volvamos nuestra mirada hacia el interior de la institución y analizar los acontecimientos. Algo no está bien. Siguiendo las enseñanzas del padre de Leo y la naturaleza, una nueva forma de pensar y de vivir la policía militar como una familia grande y unida.
 Palabras clave: Familia, la Policía Militar, de bambú, funcionarios, tribunales, la unión.


[1] Policial Militar desde 09 de dezembro de 1996. Promovido a cabo por ato de bravura em 2003. Aluno sargento da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, graduando em Tecnologia em Processos Gerenciais pela Faculdade Tecnológica de Curitiba. Nivelado na 16ª Instrução de nivelamento de conhecimento da Força Nacional de Segurança pública em 2005.
e-mail: sgtpanca@gmail.com